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Por G1


Foto mostra aula no dia 24 de novembro na Escola Municipal de Aplicação Carioca Coelho Neto, no Rio de Janeiro, enquanto algumas escolas retomam a abertura gradual. — Foto: Pilar Olivares/Reuters

Foto mostra aula no dia 24 de novembro na Escola Municipal de Aplicação Carioca Coelho Neto, no Rio de Janeiro, enquanto algumas escolas retomam a abertura gradual. — Foto: Pilar Olivares/Reuters

Os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) mostraram uma tendência de aumento no país pela segunda semana consecutiva, indica o boletim semanal de monitoramento da Fiocruz, o Infogripe, divulgado nesta quinta-feira (3).

O levantamento indica que 22 estados têm ao menos uma região com alta no número de casos nas últimas 3 ou 6 semanas. Além disso, o número de capitais com a mesma tendência nesse período aumentou de 12 para 13 (veja listas mais abaixo).

Entre as capitais, Maceió, Rio de Janeiro, São Luís e São Paulo já mostram tendência de aumento de casos há pelo menos 6 semanas.

A SRAG pode ser causada por vários vírus respiratórios, mas, neste ano, cerca de 98% dos casos no país têm o vírus da Covid-19 (Sars-CoV-2) como causa, segundo a Fiocruz.

Na semana passada, a fundação apontou a primeira tendência de aumento de casos para todo o território nacional desde julho. Os sinais de crescimento nos casos já vinham aparecendo há pelo menos 2 meses e meio nas capitais, mas aquela foi a primeira sinalização para todo o Brasil.

O mês passado também foi o primeiro, desde agosto, em que a queda percentual das mortes por Covid-19 foi menor do que a do mês anterior.

13 capitais em alta

As tendências calculadas pela Fiocruz se referem ao período anterior à data do boletim. Por exemplo: as tendências de longo prazo apontam para o que foi visto nas 6 semanas anteriores; já as de curto prazo apontam para as 3 semanas anteriores.

O monitoramento desta semana indica que 13 das 27 capitais brasileiras têm sinal moderado ou forte de que houve crescimento de casos nas últimas 6 semanas. Na semana passada, eram 12 capitais.

Capitais com sinal forte de crescimento nas últimas 6 semanas:

  1. Campo Grande
  2. Curitiba
  3. Goiânia
  4. Maceió
  5. Palmas
  6. Salvador

Capitais com sinal moderado de crescimento nas últimas 6 semanas:

  1. Belo Horizonte
  2. Cuiabá
  3. Manaus
  4. Plano Piloto de Brasília e arredores (Região de Saúde Central do DF)
  5. Rio de Janeiro
  6. São Luís
  7. São Paulo

Além disso, Teresina mostrou um sinal moderado de crescimento nos casos nas últimas 3 semanas (tendência de curto prazo).

A Fiocruz alerta que as tendências para Mato Grosso não são confiáveis, porque há muita diferença entre os dados usados no boletim e os vistos no sistema do próprio estado.

Aumento nos estados

Além do aumento nas capitais, agora há 22 estados que mostraram tendência de aumento de casos nas últimas 6 ou 3 semanas em ao menos uma macrorregião de saúde.

As macrorregiões são formadas por uma ou mais regiões de saúde estruturadas para atender casos de média e alta complexidade.

Veja, abaixo, as tendências nos estados:

Nenhum estado apresentou tendência de aumento em todas as macrorregiões de saúde.

Acre, Amapá, Roraima, Sergipe e Distrito Federal – que haviam aparecido com tendência de aumento na semana passada – têm somente uma macrorregião de saúde. A situação voltou a se estabilizar nesses lugares, mas o número de casos não voltou a cair depois do aumento.

Veja vídeos sobre novidades da vacina contra a Covid-19:

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