/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2020/q/v/1lE62eSeySy0oCEyjUvg/2020-11-24t174611z-520714939-rc2t9k90fk8q-rtrmadp-3-health-coronavirus-brazil-schools.jpg)
Foto mostra aula no dia 24 de novembro na Escola Municipal de Aplicação Carioca Coelho Neto, no Rio de Janeiro, enquanto algumas escolas retomam a abertura gradual. — Foto: Pilar Olivares/Reuters
Os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) mostraram uma tendência de aumento no país pela segunda semana consecutiva, indica o boletim semanal de monitoramento da Fiocruz, o Infogripe, divulgado nesta quinta-feira (3).
O levantamento indica que 22 estados têm ao menos uma região com alta no número de casos nas últimas 3 ou 6 semanas. Além disso, o número de capitais com a mesma tendência nesse período aumentou de 12 para 13 (veja listas mais abaixo).
Entre as capitais, Maceió, Rio de Janeiro, São Luís e São Paulo já mostram tendência de aumento de casos há pelo menos 6 semanas.
A SRAG pode ser causada por vários vírus respiratórios, mas, neste ano, cerca de 98% dos casos no país têm o vírus da Covid-19 (Sars-CoV-2) como causa, segundo a Fiocruz.
Na semana passada, a fundação apontou a primeira tendência de aumento de casos para todo o território nacional desde julho. Os sinais de crescimento nos casos já vinham aparecendo há pelo menos 2 meses e meio nas capitais, mas aquela foi a primeira sinalização para todo o Brasil.
O mês passado também foi o primeiro, desde agosto, em que a queda percentual das mortes por Covid-19 foi menor do que a do mês anterior.
13 capitais em alta
As tendências calculadas pela Fiocruz se referem ao período anterior à data do boletim. Por exemplo: as tendências de longo prazo apontam para o que foi visto nas 6 semanas anteriores; já as de curto prazo apontam para as 3 semanas anteriores.
O monitoramento desta semana indica que 13 das 27 capitais brasileiras têm sinal moderado ou forte de que houve crescimento de casos nas últimas 6 semanas. Na semana passada, eram 12 capitais.
Capitais com sinal forte de crescimento nas últimas 6 semanas:
- Campo Grande
- Curitiba
- Goiânia
- Maceió
- Palmas
- Salvador
Capitais com sinal moderado de crescimento nas últimas 6 semanas:
- Belo Horizonte
- Cuiabá
- Manaus
- Plano Piloto de Brasília e arredores (Região de Saúde Central do DF)
- Rio de Janeiro
- São Luís
- São Paulo
Além disso, Teresina mostrou um sinal moderado de crescimento nos casos nas últimas 3 semanas (tendência de curto prazo).
A Fiocruz alerta que as tendências para Mato Grosso não são confiáveis, porque há muita diferença entre os dados usados no boletim e os vistos no sistema do próprio estado.
Aumento nos estados
Além do aumento nas capitais, agora há 22 estados que mostraram tendência de aumento de casos nas últimas 6 ou 3 semanas em ao menos uma macrorregião de saúde.
As macrorregiões são formadas por uma ou mais regiões de saúde estruturadas para atender casos de média e alta complexidade.
Veja, abaixo, as tendências nos estados:
- Tendência de aumento para mais da metade das macrorregiões de saúde: Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
- Tendência de aumento para metade das macrorregiões de saúde: Alagoas, Rio Grande do Norte, Rondônia e Tocantins.
- Tendência de aumento para um quarto das macrorregiões de saúde: Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Pará, Pernambuco e Piauí.
- Tendência de aumento para um terço das macrorregiões de saúde: Amazonas, Bahia e Maranhão.
Nenhum estado apresentou tendência de aumento em todas as macrorregiões de saúde.
Acre, Amapá, Roraima, Sergipe e Distrito Federal – que haviam aparecido com tendência de aumento na semana passada – têm somente uma macrorregião de saúde. A situação voltou a se estabilizar nesses lugares, mas o número de casos não voltou a cair depois do aumento.